O último refúgio da onça-pintada no Espírito Santo

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Por Atilla Ferreguetti

A onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida por onça-preta (no caso específico dos indivíduos melânicos, ou seja, com aumento de pigmentos escuros na pele ou no pelo), é uma espécie de mamífero carnívoro da família dos felídeos (Felidae) encontrada somente nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, depois do tigre e do leão, e o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus) é evolutivamente mais próximo do leão (Panthera leo). Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas atualmente está extinta em diversas partes desse território. No Brasil, já ocorreu em todos os biomas, mas está extinta no Pampa. As suas maiores populações estão na Amazônia e no Pantanal.

É um animal de porte grande, com peso variando entre 56 e 92 kg, podendo chegar até os 158 kg, e comprimento variando de 1,12 a 1,85 m sem a cauda, que é relativamente curta. Crepuscular e solitária, a onça-pintada é um predador do topo da cadeia alimentar e pode comer qualquer animal que seja capaz de capturar, desempenhando um papel importante na estabilização dos ecossistemas e na regulação de populações de espécies que compõem a sua alimentação.

A IUCN considera a espécie como “quase ameaçada”, dada a sua ampla distribuição geográfica, mas suas populações estão em declínio, principalmente por conta da perda e da fragmentação do seu habitat. Ela está em sério risco de extinção em determinados locais, como em áreas da América Central e do Norte e na Mata Atlântica brasileira.

Atualmente, as onças-pintadas só ocorrem em oito áreas de Mata Atlântica. Uma delas é o bloco Sooretama-Linhares no norte do Espírito Santo. Esse complexo florestal apresenta uma superfície de 53 mil hectares de mata nativa (530 km²), um território maior que a Ilha de Santa Catarina, e, apesar de representar pouco mais de 10% de toda cobertura original do bioma no Espírito Santo, é a maior área continua de Mata Atlântica do estado. O local é cortado pela rodovia federal BR-101, que liga o Sul ao Nordeste do país. Com a estrada atravessando trechos de áreas protegidas desse complexo, com automóveis e caminhões em alta velocidade, existe um risco permanente de atropelamento. A caça é outro grande risco para a espécie, já que, além da possibilidade do felino ser morto pelos caçadores, essa atividade criminosa acaba por diminuir drasticamente as populações de presas da onça.

O complexo florestal Sooretama- Linhares

O complexo Sooretama-Linhares é uma área de extrema importância para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, em especial a da Floresta de Tabuleiros, e é composto por quatro áreas protegidas: a Reserva Biológica de Sooretama (27.858,68 hectares), a Reserva Natural Vale (23.000 hectares), a RPPN Recantos das Antas (2.212 hectares) e a RPPN Mutum Preto (379 hectares). O complexo é uma das áreas núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Costa do Descobrimento, declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 1999. Faz parte ainda do Mosaico de Unidades de Conservação da Foz do Rio Doce e do Corredor Ecológico Prioritário Sooretama-Goytacazes-Comboios do Espírito Santo.

O complexo florestal Sooretama- Linhares

O complexo Sooretama-Linhares é uma área de extrema importância para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, em especial a da Floresta de Tabuleiros, e é composto por quatro áreas protegidas: a Reserva Biológica de Sooretama (27.858,68 hectares), a Reserva Natural Vale (23.000 hectares), a RPPN Recantos das Antas (2.212 hectares) e a RPPN Mutum Preto (379 hectares). O complexo é uma das áreas núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Costa do Descobrimento, declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 1999. Faz parte ainda do Mosaico de Unidades de Conservação da Foz do Rio Doce e do Corredor Ecológico Prioritário Sooretama-Goytacazes-Comboios do Espírito Santo.